Joguinho

dentro das cercas espaciais
a gente se odeia por tão pouco
porque importante é ser intenso
mesmo que seja tenso
mesmo que seja fútil, violento

alguém passa apressado
e não sorri
ninguém mais sorri
alguém passa devagar
pra eu sorrir de volta

e no joguinho de mocinho
e bandido
eu já sei quem sou
você já sabe quem é
e fica assim: você pra lá
e eu pra cá
e fica assim
sempre alguém pra lá
sempre alguém pra cá
e ninguém mais se quer
e ninguém mais se vê
e ninguém mais sorri

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *