No Natal

Alegorias de um discurso pré-programado. Desfiles de obviedades. A última moda é ser careta.

Tanto faz se eu morrer no Natal. Os cachorros continuam fodendo pernas e mijando em qualquer pé de cadeira que farejam pela frente.

As pessoas da família choram. Uma vez por ano, choram. E bebem, bebem, bebem.

As pessoas da família, jardim zoológico da vida: feras dopadas, preguiça enjaulada. Observadas e provocadas quando só querem morrer ou dormir.

E bebem, bebem, bebem. Apesar de tudo, as crianças riem.

 

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