Ser feliz é mais fácil do que parece, diz estudo

Não me lembro de qual universidade era, porque li tarde da noite e a essas horas já não me apego a detalhes. Mas estava lá no site: não era preciso tanto esforço para desfrutar dessa tal felicidade.

Os acadêmicos acompanharam a rotina do mais diverso tipo de gente, em – acho que era esse o número – 18 países. Nos mais extensos formulários, anotavam que horas acordavam e quantas vezes tinham transado naquele último período. Documentavam livros e músicas preferidos e que remédios tomavam. Foram reunidos especialistas como psicólogos, neurologistas, filósofos e hematologistas – uma verdadeira força-tarefa. Por meses, elaboraram variadas teorias, discutidas com furor e uma boa dose de ceticismo: “A busca da felicidade deixa as pessoas infelizes?”; “Felicidade: realidade ou romantismo?”; “Qual o custo da felicidade?”. Muitas questões levantadas.

Enquanto lia a matéria, que por vezes parecia não chegar a lugar algum, lembrei de ter levado um papo com minha mãe: “até pra ser feliz na superfície, é necessária certa profundidade”. O texto foi ficando para trás e o sono veio chegando sem a menor cerimônia. Prometi a mim mesmo que continuaria no dia seguinte – nunca mais encontrei o link.

O que me lembro claramente de ter lido foram frases emblemáticas dos cientistas entrevistados, que continham palavras como “esforço”, “sorriso”, “prazer”, “sonho”, “abraço” e “simplicidade”. Não cheguei a nenhuma conclusão com meia leitura, mas essa última me marcou. O problema é que a gente desconfia, mesmo, das coisas mais simples.

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